Pular para o conteúdo principal

Cronograma e criatividade são fórmulas para um bom quadrinho, diz Vitor Cafaggi

O quadrinista Vitor Cafaggi listou uma série de dicas para quem quer começar a fazer quadrinhos no Brasil. Além de comentar que a artesequencial não é trabalhosa em sua palestra na sexta-feira (5) na Gibicon – Convenção Internacional de Quadrinhos de Curitiba, o autor também comentou sua própria trajetória.



Caffagi é criador da webcomic Puny Parker, em que imagina a infância da personagem Peter Parker, e da graphic novel Turma da Mônica - Laços, ao lado de sua irmã Lu Caffagi. Além disso, ele também assina a tira Valente, publicada no jornal O Globo.

Para produzir quadrinhos de forma independente, o roteirista aconselhou a ter um cronograma. Para os trabalhos em equipe, o melhor é buscar contatos próximos. A criatividade também não pode faltar, pois uma história nova sempre faz diferença, especialmente se for desenvolvida a partir de situações do cotidiano. “É importante passar uma mensagem ao leitor, que seja contextualizada”, comenta o artista.

Carreira

Vitor Cafaggi produz quadrinhos desde 2009. Em entrevista ao Capital Cultura, ele afirma que, além de eventos como a Gibicon, a melhor plataforma para se divulgar esse tipo de trabalho é a internet, pois ali é possível ser reconhecido e ter seguidores e fãs.

A estudante de cinema de animação em Belo Horizonte (MG) Fernanda Memede diz que é a segunda palestra de Vitor Caffagi que ela participa. Para ela, eventos como a Gibicon leva cultura às pessoas. “Conheci o trabalho do Vitor em 2013. A criação dele que mais me influencia é Valente, principalmente porque trabalho com cinema de animação. Quando soube que teria a Gibicon em Curitiba, pensei ‘eu preciso ir de qualquer jeito’. Essa palestra com certeza me proporcionou ainda mais conhecimento.”

No fim da palestra, o roteirista orienta o público a gostar do que fazendo. Assim é possível fazer um trabalho bem feito. Uma tirinha é um bom começo e é preciso aproveitar as oportunidades. “Seja sempre verdadeiro e faça quadrinhos para que as outras pessoas leiam”, conclui o artista.

Comentários

Postagens mais visitadas deste blog

O Viajante Virtual

Por Thayná Peres Na fila de espera do ponto, em frente ao Museu Oscar Niemeyer, observo uma quantidade razoavelmente grande de pessoas, que, assim como eu, aguardam avidamente pela chegada do ônibus da linha de turismo curitibana. O roteiro de viagem começa na Praça Tiradentes, mas pode ser aguardada em outros pontos. Atrás de mim, está uma mulher de cabelo curto, vestido e óculos escuros que protegem sua retina da forte iluminação de uma tarde ensolarada de terça-feira. Aparentemente, ela é a única que não está com o celular em mãos.  Após alguns minutos de espera, resolvo me aproximar e iniciar uma conversa com a moça, que se chama Amanda de Lins. Ela conta que é de Paraíba. Com sotaque marcante, garante que sua terra natal também atrai inúmeros turistas, e que, para os amantes de praia, é um magnífico destino para se passar uma temporada.  O assunto com a paraibana estende-se e, então, a linha turística chega. Para embarcar, comprei uma cartela com cinco tíquetes...